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Sub-projecto monitoria e avaliação da introdução do ensino bilingue em Maputo e Gaza
Projecto “AVALIAÇÃO EDUCACIONAL” Sub-projecto monitoria e avaliação da introdução do ensino bilingue em Maputo e Gaza

Data de Início:    Data de Fim:

Autor: INDE
Instituição: INDE
Tema(s): EDUCACAO
Custo:
Financiador:
Estado: Terminado
Província: Gaza

 

Esta proposta de sub-projecto, inserida no âmbito do projecto “Avaliação Educacional” em curso no Instituto Nacional do Desenvolvimento da Educação (INDE), vem na sequência do sub-projecto Monitoria e Avaliação da Introdução do Ensino Bilingue em Maputo e Gaza, 2003. Esta proposta beneficia, portanto, da experiência acumulada nesta primeira fase de monitoria e avaliação. Assim, enquanto algumas das acções aqui propostas são, na verdade, a continuação das acções iniciadas em 2003, outras são novas, surgindo para colmatar algumas lacunas verificadas no terreno. Este subprojefcto pretende ser uma componente de apoio ao Programa de Educação Bilingue em Moçambique, iniciado formalmente em 2003.

A avaliação de um novo programa de ensino, como é o caso do ensino bilingue, pressupõe, entre outros aspectos, a verificação da mudança de comportamento por parte dos intervenientes no processo, em especial alunos, pais, professores e gestores. Assumindo-se que a mudança de comportamento é um processo que leva o seu tempo, fica claro que a monitoria e avaliação de um programa de ensino não se pode circunscrever a um ou dois anos lectivos. É nesta linha que o trabalho iniciado em 2003 carece de continuidade e melhoramento, o que justifica esta proposta de trabalho.

O pressuposto de base subjacente na implementação do programa de ensino bilingue em Moçambique é que a alfabetização inicial em língua materna (L1) conduz a melhores resultados do que quando é realizada em língua segunda (L2)1. Na verdade, este programa surge em parte para fazer face às altas taxas de desperdício escolar que em muitos estudos2 se associam ao facto de o Português ser o único meio de ensino3, não obstante ser L2 para a maior parte dos alunos moçambicanos, sobretudo nas zonas rurais.

Todavia, a opção por um programa de ensino que privilegie o uso de línguas maternas, como é o caso do programa de ensino bilingue, não é em si só condição suficiente para o sucesso escolar. Com efeito, é imprescindível que aspectos como o modelo de ensino e as metodologias a adoptar sejam dos mais apropriados. Por outro lado, é importante que os beneficiários da iniciativa, alunos, pais e sociedade em geral se identiquem de alguma forma com o programa.

Tendo em vista avaliar a eficiência de um programa de ensino bilingue no ensino básico em Moçambique, o INDE desenvolveu um projecto
experimental conhecido por PEBIMO4, que decorreu de 1993 a 1997. Apesar de algumas falhas na sua implementação, reconhece-se que esta experiência fornece dados relevantes para um reflexão sobre estratégias e vantagens da implementação de um programa de ensino bilingue no país.

Do conjunto de principais problemas apontados em relação à implementação do Projecto PEBIMO figura a adopção de metodologias e utilização de materiais de ensino não adequados ao ensino Bilingue. Em relação às metodologias, por exemplo, constatou-se que os professores procuravam ensinar a leitura/escrita em línguas Bantu/L1 com base em metodologias de ensino do Português. Portanto, não se fazia a distinção entre metodologias de ensino das línguas Bantu, como línguas maternas e o ensino do Português, como língua segunda para os alunos integrados no projecto.

De um modo geral, um programa de ensino bilingue contempla o desenvolvimento no aluno de habilidades linguísticas em L1 e L2 bem como o desenvolvimento de capacidades intelectuais por via de disciplinas curriculares como Ciências Naturais, Matemática, Ciências Sociais, etc.
Assim, para o sucesso do processo, é necessário garantir-se que as didácticas e os materiais adoptados no ensino de línguas tenham em conta o estatuto da língua ensinada – como L1 ou L2. Por outro lado, é preciso garantir-se, entre outros aspectos, que o enfoque dado ao ensino das línguas não seja em prejuízo das outras disciplinas curriculares. Ou seja, o aluno do programa de ensino bilingue deverá ser exposto aos mesmos conteúdos programáticos que o aluno integrado no ensino regular.

Na elaboração dos programas e produção dos materiais de ensino bilingue em uso a partir de 2003 já se tiveram em conta muitas das
recomendações avançadas no âmbito da avaliação do projecto PEBIMO. Por exemplo, já há uma intenção clara de distinguir entre metodologias de ensino de uma L1 e metodologias de ensino de uma L2.

Da monitoria e avaliação feitas ao longo do ano de 2003, verificou-se, entre outros aspectos, que algumas das vantagens do uso das L1 dos
aprendentes na alfabetização inicial estão a confirmar-se no terreno. Com efeito, notou-se que a interacção aluno-aluno e professor-aluno são excelentes, o que pode ter como explicação a utilização de uma língua que não é estranha ao aluno. Como consequência, o aluno sente-se à-vontada na sala de aula e na escola, o que propicia um ambiente salutar para a aprendizagem e estimula o gosto pela escola e pela aprendizagem. Apesar desta positiva constactação preliminar, considera-se ainda cedo para avaliar o seu impacto no desenvolvimento intelectual e afectivo do aluno.

No entanto, há também problemas constactados no terreno, como sejam a fraca preparação dos professores em matéria de ensino bilingue, o que, de entre outros aspectos, tem dificultado a interpretação dos programas e metodologias de ensino propostos. A falta de um programa regular e sistemático de formação e reciclagem dos professores e a fraca assistência em termos de material de apoio nas diversas disciplinas curriculares podem ser apontadas como algumas das causas que determinam as lacunas demonstradas pelos professores.
A falta de alguns materiais de ensino e de aprendizagem, como livros do professor e do aluno nas diferentes disciplinas, ou a sua distribuição não atempada, a falta de um programa de formação e reciclagem de professores direccionados ao ensino bilingue, e a ausência de encontros regulares de reflexão sobre problemas terminológicos, metodológicos e de gestão do ensino podem ser apontados como algumas das lacunas em termos de gestão do processo.

Assim, considera-se que a continuação da monitoria e avaliação da introdução do ensino bilingue permitirá não só a sistematização de aspectos positivos e negativos decorrentes do processo como avaliar, em última análise, o seu impacto no desenvolvimento intelectual e afectivo do aluno do ensino bilingue. Acredita-se que os resultados desta monitoria e avaliação poderão fornecer subsídios valiosos para a fase de expansão do programa de ensino bilingue à escala nacional.

Na implementação deste sub-projecto, adoptar-se-á no geral o método de observação participativa. Com efeito, a equipa de monitoria e avaliação não só se limitará ao registo e análise dos factos constatados no terreno, como procurará intervir no processo através de múltiplas acções como sejam o apoio aos professores, quer em termos metodológicos quer em termos de materiais de ensino e de estudo, e também através da interação com o grupo de ensino bilingue do INDE, responsável pela planificação e implementação do programa. Para a recolha de dados recorrer-se-á à assistência e análise de aulas, encontros, entrevistas e inquéritos envolvendo os diversos
intervenientes no processo, nomeadamente, alunos, pais, professores, direcções das escolas e da edução ao nível da provícia e do distrito, entre outras fontes.

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