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Estudo sobre a Cultura do Feijão Vulgar (Phaseolus vulgaris L.) dentro do Sistema de Produção no Planalto do Niassa
(1993-1996)

Data de Início:    Data de Fim:

Autor: Gareth Davies
Instituição: IIAM
Tema(s): AGRICULTURA
Custo:
Financiador:
Estado: Terminado
Província: Niassa

 

1. Introdução

A cultura do feijão vulgar (Phaseolus vulgaris L.) sempre foi reconhecida como uma cultura importante dentro do sistema de produção local no planalto do Niassa. Desde 1988, a Estação Agrária de Lichinga (EAL) tem desenvolvido um programa de investigação sobre esta cultura com objectivo de melhorar a produção no sector familiar. O programa tem incluído o melhoramento de variedades locais através de selecção massal, a selecção de novas variedades aptas para as condições do Niassa e estudos sobre as pragas e doenças do feijão. Foi na base dos resultados destes estudos que a EAL começou a introduzir novas variedades ao sector familiar para avaliação com os camponeses em coordenação com os serviços de extensão rural na campanha 1993-94. Assim, este relatório pretende dar um resumo dos resultados do trabalho feito nas três campanhas no sector familiar a fim de sumarizar os conhecimentos sobre o cultivo da cultura e redefinir as prioridades para investigação futura.


1.1. Estudos Diagnósticos da Feijão Vulgar no Sector Familiar

Ao nível do sector familiar, conhece-se pouco trabalho feito com a cultura do feijão vulgar até agora. Rendle (1985) notou em Miala, no distrito de Sanga, que a cultura principal em consociação com milho foi o feijão vulgar e de que as variedades locais, diferenciadas em "Manteiga" e "Encarnado", tinham pouca capacidade de fixar azoto devido a má nodulação. Além disso, sofriam grandes perdas por causa de pragas e doenças.

Mais tarde, Davies et. Al. (1994a) conseguiram recolher 18 variedades do feijão vulgar, com nomes locais, a volta da cidade de Lichinga. Dentro das mesmas foi possível distinguir mais 10 linhas do feijão. A partir das características das variedades coleccionadas e através de um inquérito feito na mesma altura verificou-se que os camponeses preferiam feijão de grão médio até grande (>35 g/ 100 grãos), com hábito de crescimento erecto determinado ou indeterminado (1 ou 2 na escala de CIAT 1987) e de ciclo mais ou menos curto (80 - 90 dias de sementeira até a colheita). Dentro das variedades locais havia linhas com várias características desejadas pelos camponeses como bom sabor, facilidade de cozinhar e resistência ao gorgulho durante o armazenamento. Nesta altura, os camponeses consideraram a falta de semente na própria época de sementeira como sendo um dos maiores factores limitantes na produção do feijão mas também destacaram a falta de adubo, confusão sobre a melhor data de sementeira e o problema de pragas e doenças como sendo outros factores limitantes importantes.

Os rendimentos do feijão vulgar dentro do sistema não são bem conhecidos. Observações do feijão em parcelinhas de rendimento (Davies et. al. (1994b)) mostraram um rendimento médio de 447 kg/ha na segunda época. Ao mesmo tempo, um ensaio para avaliar uma variedade melhorada do feijão (HF 465) em comparação com a variedade local Manteiga rendeu em média 332 kg/ha sem nenhuma diferença significativa entre as variedades. Um estudo da preparação do Projecto de Desenvolvimento Agrário do Niassa (IFAD 1992) estimou o rendimento do feijão nos distritos de Lichinga e Sanga em 400 kg/ha. Também, consideraram que o rendimento é mais baixo na primeira época e que é provável que diminua ao longo dos anos depois da abertura duma machamba como função da fertilidade (IFAD 1992). Os maiores factores limitantes foram identificados como sendo o tempo necessário para fazer as sachas (ervas daninhas) bem como as pragas e doenças.
 
1.2. Sumário dos Factores Limitantes no Sector Familiar


Os factores limitantes à produção do feijão vulgar foram considerados em vários relatórios (Rendle 1984, IFAD 1992, IFAD 1993, Davies 1994a e 1994b). Em suma, os maiores factores limitantes à produção do feijão vulgar no sector familiar foram considerados como sendo:

(1) baixa fertilidade do solo (incluindo susceptibilidade a erosão e/ou compactação),
(2) falta de semente de boa qualidade na altura de sementeira,
(3) falta de informação sobre as melhores datas de sementeira,
(4) doenças,
(5) pragas, incluindo gorgulho no armazém,
(6) trabalho necessário para fazer as sachas,
(7) má nodulação do feijão vulgar no sector familiar.

Utilizando as conclusões destes estudos, a EAL começou a trabalhar, em 1993, junto com os camponeses em três e, mais tarde, cinco aldeias no distrito de Lichinga. O trabalho foi feito em coordenação com os. serviços locais de extensão rural com objectivos de confirmar o diagnóstico dos problemas considerados em cima e avaliar o potencial de algumas variedades e tecnologias da EAL para ultrapassar estes problemas.

A maior parte do trabalho feito até agora foi a avalias, de variedades novas dentro do sistema de produção e, somente na última campanha, é que foi introduzido uma avaliação do controlo de pragas; e doenças. Um resumo dos ensaios é apresentado em baixo e os seus resultados são discutidos a fim de formular recomendações para trabalho futuro com esta cultura.

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